quarta-feira, 15 de agosto de 2007

*** DISTRAÇÕES






A vida da maioria das pessoas é atribulada e cheia de compromissos.

Entre reuniões, cursos, deslocamentos e projetos variados, a semana passa.
O final de semana é pleno de atividades.
Televisão, cinema, churrascos e passeios são apenas alguns dos programas
disponíveis.
A Internet também consome um tempo considerável.
Além de ser instrumento de trabalho e de estudo, por vezes ela se converte
em um vício.
Consultar novas mensagens e navegar por diversos sites torna-se uma
compulsão.

Na verdade, o mundo moderno é rico de distrações.

Entre múltiplos programas e compromissos, a criatura não percebe o tempo
passando.
Envolvida com variados eventos, ela vai de roldão.
Não se desconhece a necessidade de atender os compromissos da vida.
É preciso trabalhar, estudar e acompanhar as inovações que surgem a todo o
momento.
Entretanto, urge reconhecer que a finalidade da vida não se cinge a correr
atrás de cargos, de coisas ou de distrações.

Por vezes é necessário gastar um tempo para se perceber.

Qual o real significado do que se vive?

São realmente necessárias tantas atividades?
Elas não constituem uma forma de escapar da própria realidade íntima?

Lembre de que você é um Espírito imortal.

Já animou inúmeros corpos.
Já foi rico e pobre, homem e mulher, ignorante e ilustrado.
Após tantas experiências, ei-lo novamente na Terra.
Mas você não é daqui.
Nasceu com a finalidade de se recompor perante a própria consciência, de
reparar antigas faltas, de romper com velhos hábitos.

A reencarnação é uma oportunidade preciosa.

Há uma programação muito séria envolvida.
Você contou com o auxílio de amigos mais adiantados para elaborar a rota e a
finalidade de sua atual existência.
Assim, não gaste a vida em futilidades.
Asserene o seu coração e procure menos distrações.
Distraindo-se em excesso, você corre o risco de desperdiçar uma oportunidade
valiosa de elevação e libertação.
Trabalhe, estude e divirta-se.

Mas não utilize subterfúgios para escapar de si próprio.
Gaste um tempo observando seu caráter, seus gostos, suas facilidades e
dificuldades.
Reflita sobre o contexto em que você está inserido.
Repare em seus familiares, em seus colegas de trabalho, em todos que o
rodeiam.
Medite sobre a vida e descubra como você pode ser melhor.
Pense o que em seu temperamento não é agradável e causa embaraços e dores, a
você e aos outros.
Esforce-se por retificar o que não for agradável.
Experimente a ventura de ser útil.
Aprenda a auxiliar o próximo, sem esperar nada em troca.
Dê atenção aos idosos e doentes de sua família.
Cultive virtudes como bondade, paciência e ternura.
Adote um patamar nobre de conduta e não se afaste dele.
Saiba que as dificuldades que se apresentam em sua vida são desafios.
Elas não se destinam a causar-lhe sofrimento, mas a fortalecê-lo no bem.
Nunca se permita fazer nada que lhe cause vergonha.

Você jamais conseguirá fugir de si próprio.

Toda tentativa de se enganar será passageira e representará apenas perda de
tempo.
Lembre de que todas as coisas exteriores ficarão para trás.
Mas o coração asserenado pelo cumprimento do dever você levará consigo para
sempre.
Ele será o seu tesouro colocado fora do alcance dos ladrões e das traças.
Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.









segunda-feira, 13 de agosto de 2007

*** VOCÊ É COMPASSIVO?


Essa semana recebi um e-mail de uma cara amiga onde me repassava essa mensagem que descreve um breve diálogo entre o teólogo Leonardo Boff e o Dalai Lama.

Leonardo Boff explica:

“No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:
‘Santidade, qual é a melhor religião’?
Esperava que ele dissesse:

‘É o budismo tibetano’ ou ‘São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo’.


O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:


‘A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor’.


Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:


‘O que me faz melhor’?


Respondeu ele:


Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...

A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião’...


Calei, maravilhado, e até os dias de hoje estou ruminando sua resposta sábia e irrefutável”.

Vamos analisar então o que quer dizer ser ‘compassivo’.


O Dicionário Houassis descreve:
- adjetivo: que tem ou revela compaixão; que se compadece; condolente.

A etimologia da palavra: provém do latim: compassivus, a, um,

O substantivo é feminino: a compaixão (será que as mulheres são mais compassivas que os homens? Seria esse um atributo do lado ‘feminino?)


Indica: sentimento piedoso de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la; participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor.


A etimologia vem sempre do latim e quer dizer: ‘com-paixão‘ do verbo compadecer, etc.


Indica um sofrimento comum, comunidade de sofrimentos, opiniões comuns, simpatia pelo sofrimento alheio.


Lembremos que por paixão entendemos não somente aquilo que confundimos com o amor, mas também a paixão-sofrimento, como a Paixão de Cristo, ou seja, o indescritível padecimento de Cristo sob os golpes de seus algozes conforme é descrito na Bíblia.


Então, ao me perguntar se eu sou compassiva, me veio à mente a tragédia recente com o avião da TAM e lembrei das lágrimas que versei ao sentir (sim sentir) dentro de mim a dor daqueles que perderam seus caros!

Eu sou daquele tipo que não pode ver defunto sem chorar,
mas isso me faz compassiva?


Tenho uma inclinação inata a me fundir com os outros e a me compadecer com o sofrimento alheio, seja ele humano ou animal e até mesmo vegetal!
Tudo é criação de Deus e eu percebo essa criação como parte integrante de mim mesma.


Mas isso me faz compassiva?


Bom pra gente meditar a respeito...

domingo, 12 de agosto de 2007

*** Somos todos canais das forças espirituais.







Melhor explicando: somos influenciados - mesmo não tendo consciência disso - tanto pelos espíritos habitantes do plano de luz, como pelos das trevas.



A alteração de humor, principalmente sem motivo aparente, com explosão de ira, irritação, impaciência, pensamentos negativos, pessimistas e atitudes irracionais, - em muitos casos - são provocados por influência dos seres das trevas (obsessores).



Da mesma forma, bons pensamentos e atitudes positivas, repentinas, e sentimentos agradáveis de alegria, esperança, bom humor e otimismo, podem vir sob influência dos bons espíritos, seres de luz.



Portanto, os nossos padrões de pensamento, sentimentos e atitudes são influenciados por esses seres espirituais muito mais do que podemos imaginar. É neste aspecto que somos todos canais das forças espirituais, uns mais e outros menos.



Desta forma, cabe a cada um escolher se quer ser um canal das forças espirituais da luz ou das trevas.


De acordo com a Lei da Afinidade - os semelhantes se atraem - é que iremos atrair, sintonizarmos com os bons ou maus espíritos.



Em outras palavras, se você quiser atrair, canalizar bons espíritos (seu mentor espiritual, espíritos guardiões, seres angelicais, mestres ascensionados), é preciso elevar seu teor vibracional, cultivando a positividade, os bons pensamentos, sentimentos e atitudes para se sintonizar com eles.



Para isso, é preciso monitorar os pensamentos, controlar as emoções, ser cuidadoso com as palavras e ações, pois as palavras e pensamentos têm energia e força transformadora.



Quando você está bem, o bem vai estar com você.


Mas se ocorrer o contrário, o mal vai estar com você. É a lei da Afinidade, uma das Leis Universais.



Portanto, é preciso assumir responsabilidade, tomar posse de si pela qualidade de seus padrões vibracionais.


Precisamos também cultivar a prece, fortalecer a fé, termo tão desacreditado no mundo moderno.


A era científica e tecnológica em que vivemos valoriza muito o intelecto e trata com descaso a fé.






*** Não é o mais forte que sobrevive...

... nem o mais inteligente.

Mas, aquele que se adapta melhor às mudanças. (Charles Darwin)


Encontramos sempre, inúmeras pessoas que querem "ter" coisas, "ter" sucesso e "ter" a pessoa certa ao seu lado.

Mas, encontramos poucas pessoas que perguntam como "ser"... e quase ninguém se lembra de que ainda está em processo de adaptação e que precisa mudar.

Mudar é ser diferente.

Na verdade, apenas uma pessoa em... milhares... preocupa-se em ser a pessoa certa. A pessoa certa para aquele cargo, a pessoa certa naquele relacionamento, a pessoa certa para aquele sonho.

Naturalmente, sempre somos a "pessoa errada", quando nascemos. Mas temos o potencial para sermos a pessoa certa para tudo o que vem pela frente.

Isso acontece porque, geneticamente, somos criaturas programadas para nascer antes de estarmos prontos, e ficamos prontos no correr dos anos.

Por isso, não tema.

Se você é a pessoa errada, bem vindo ao clube.

Agora, para terminar seu processo de nascimento, não importa sua idade, você só precisa fazer as coisas que tornem você a pessoa certa. A pessoa certa para o cargo, para o projeto, para o sonho e para a outra pessoa.

A natureza, espertamente, nos joga no planeta sem terminar nosso processo adaptativo e temos que passar vários anos sentindo o ambiente no qual nascemos, e nos adaptando a ele. Isso se aplica à comida, à temperatura, às pessoas, à cultura, aos desafios e todo o resto. Em outras palavras, para terminar nosso nascimento, você e eu temos que mudar. Mudar de tamanho, já que nascemos todos pequenos, mudar de peso, mudar de aparência, mudar de habilidades, mudar de... preencha o espaço.

Temos que mudar tudo.

Mudar é ser diferente.

Mudar é adaptar-se.

Mudar é terminar nosso nascimento.

Quem não se adapta ao planeta, perece.

Tem sido assim há mais de 260 mil anos, só para ficar na raça humana.

Por isso, dependendo da região do planeta na qual você nasceu, "pensará" que gosta do alimento "a", ou do alimento "b". Na verdade, você gostará de qualquer alimento que tenha sido oferecido na infância e que evite sua morte. É por isso que você encontrará humanos em quase qualquer buraco da Terra.

Nós nos adaptamos a quase tudo.

Há uma ilusão, que foi criada por vários interesses diferentes, de que você pode obter coisas sem alinhar-se com elas, sem transformar-se, sem merecê-las.

Sem mudar. Esqueça.

Quanto mais rápido você livrar-se dessa ilusão, mas rápido poderá ter tudo o que desejar.

Porque, ao ser, você passa a ter.

É uma lei da natureza.

A seleção natural garante a sobrevivência do mais apto, e o mais apto é aquele que muda mais rapidamente, para compreender o que o cerca e tornar-se indispensável ao ambiente.

O menos apto é aquele que acredita que o ambiente deve transformar-se para ele.

O mais apto sobrevive. O menos apto...

Isso é engraçado. Porque poucas pessoas parecem pensar nessa realidade. Há profissionais que querem ter este ou aquele cargo, mas jamais se prepararam para ele, e, portanto jamais são "a pessoa certa" para ocupá-lo.


Há homens e mulheres que querem ter aquela pessoa, mas se comportam como se aquela pessoa devesse mudar, para elas.

Elas têm que mudar para as outras pessoas.

Há um problema de percepção aqui.

Ninguém tem aquilo que não está preparado para ter.


Portanto, para ter mais, você deve tornar-se mais.
Para ter uma vida melhor, você precisa ser uma pessoa melhor.


E, para dizer a verdade, quando você vive uma vida que não deseja, precisa mudar logo.
Porque se você continuar fazendo as mesmas coisas que trouxeram sua vida até aqui, continuará tendo os mesmos resultados.

Veja, se você estiver sentindo-se solitário, ou solitária, a primeira coisa que passará por sua mente é:
como posso ter mais amigos?

Este é o pensamento errado.

Esteja você onde estiver, se você sair por ai procurando um amigo, dificilmente encontrará um.

Mas se você andar pelos mesmíssimos lugares e tiver por objetivo ser amigo de todos os que encontrar, você terá centenas de amigos.

Seja e você terá.


Este é o pensamento certo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

*** ATENDIMENTO FRATERNO


O QUE É

É o atendimento que busca através do diálogo franco e fraterno oferecer a pessoa que procura a Casa Espírita a oportunidade de expor livremente, em caráter privativo, suas dificuldades.

A QUEM SE DESTINA

Destina-se ao atendimento de pessoas que buscam elucidações espíritas para os seus problemas íntimos, dificuldades existenciais, conflitos e anseios.

O OBJETIVO

O Atendimento Fraterno tem como objetivo primordial orientar as pessoas que o procuram, facultando-lhes uma compreensão elevada de suas dificuldades à luz da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus, propondo-se a promover assistência aos que sofrem, fundamentando-se no Evangelho e dando cumprimento às palavras do Cristo: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" e ao "Vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei”.

A ORIENTAÇÃO

As pessoas são esclarecidas e orientadas à luz do Espiritismo. São encorajadas para o conhecimento de si mesmas e elevação de sua auto-estima, indispensável para o êxito nas lutas da vida e para o equilíbrio emocional.

COMO FUNCIONA

Na nossa Casa, o Serviço de Atendimento Fraterno funciona às terças feiras, às 20 hs. Ou se quiser agendar, pode telefonar para Denise (3672-3649) ou Pilar (3683-1182) que será muito benvindo.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

*** PAIS DE BEM COM A ESPIRITUALIDADE...


...FILHOS DE BEM COM A VIDA!

A gente sabe tudo sobre educação de crianças, psicologia infantil, comportamento de adolescentes, não é?
Está tudo ao alcance da mão.
Basta um clique (literalmente) e um universo inacreditável de informações cai no nosso colo.
E lá ficamos nós, engolidos em perplexidade, perguntando:
“Afinal, com tantos recursos, com tanta informação, por que a gente não acerta sempre?
Por que temos essa sensação de que alguma coisa saiu errada?
Filmes como "Kids" (lembra desse?) ou como um outro assisti outro dia, “Réquiem para um sonho", mostram crianças e jovens jogados em um mundo sempre muito escuro e do qual eles mal se dão conta, tão intoxicados pelas drogas e pelo escapismo mais brutal.

Como foi que aqueles bebês risonhos cresceram para ficar assim?
Onde foi que perdemos contato com eles?
Ninguém discute que somos todos bem-intencionadas criaturas que procuram dar o melhor para seus filhos.
Então o que é que pode estar faltando?
Para alguns estudiosos, a resposta é clara: no afã de prover os filhos com tanto conhecimento e tantos cursos, brinquedos, treinos, aparelhos, idiomas, os pais esqueceram de olhar para dentro de suas crianças e enxergá-las como verdadeiramente são: seres espirituais.

Nessa linha de pensamento, Mimi Doe, uma especialista em educação e autora de vários livros e de programas infantis não-violentos para a televisão, faz uma afirmação inspiradora:

A espiritualidade é a base a partir da qual nascem a auto-estima, os valores, a ética e a sensação de fazer parte de algo. É a espiritualidade que determina o sentido e o significado da vida”.

Bingo!Outros estudiosos fazem eco.
Spiritual Parenting (uma expressãozinha difícil de traduzir, mas que significaria algo como paternidade/maternidade espiritual), é uma idéia que abre muitas possibilidades e já aportou por essas nossas bandas, alguns textos publicados em português.
Peguei o livro de Mimi Doe para ler, confesso, com um pouco de desconfiança (detesto livros de fórmulas prontas, são um insulto para a nossa inteligência!).
Não fiquei nada decepcionada.
Ao contrário, o livro é cheio de idéias para a gente resgatar o caráter sagrado dessa tarefa tão antiga que é criar filhos.
Houve um tempo em que nossos filhos eram nossa única garantia de imortalidade.
Através deles, nos sentíamos projetados para o futuro, elos de uma cadeia sem fim.
Os gestos repetidos, os ensinamentos, os exemplos, as histórias contadas, as receitas, as festas, as tradições, tudo era parte de um legado que transmitíamos às crianças, mas que, na verdade, não nos pertencia.
Os pais eram uma ponte entre o passado e o futuro.
E criar filhos era transmitir a herança da espécie, da melhor forma possível, porque cada um dos nossos atos era apenas um movimento na grande dança do universo.
A proposta de Mimi é resgatar esse sentimento de que educar filhos pode ser, ainda hoje, um verdadeiro milagre.
Não, não é nada esotérico, nem específico dessa ou daquela religião.
Ao contrário, abrir um espaço para a espiritualidade na relação com as crianças é fazer coisas simples, como criar um ambiente agradável e receptivo na hora do jantar ou marcar um dia por mês para um “estar em família” diferente.
Juntos, talvez você e ele se animem a aprender a meditar, a valorizar a bondade e a compaixão através das boas ações, a tirar da gaveta aquela idéia de participar de um projeto comunitário.

Uma outra idéia importante: deixar que nossos pequenos nos inspirem.
Eles são naturalmente conectados com essa forma de espiritualidade.
E se estivermos mais atentos, podemos aprender muito com a sua poderosa intuição.

Hugh Prather, um outro autor, confirma que essa é a primeira regra de ouro para quem quer se tornar um pai (ou mãe) mais espiritual: as crianças estão próximas de Deus e podem nos ajudar muito a encontrá-lo.
Isso não quer dizer que elas não precisem de disciplina, de orientação ou de firmeza.
Mas significa que ser pais não nos torna automaticamente sábios e que devemos ir com calma antes de achar que sabemos sempre o que é melhor para as crianças.

Na verdade, nós apenas percorremos juntos a mesma estrada e fomos os escolhidos para a posição de guias não por sermos superiores, mas porque conhecemos melhor o mundo.

Só por isso.
Do ponto de vista de Deus, esse bebê que você segura com tanto cuidado, pode ser tão sábio quanto você, mesmo que seja sua a função de amamentá-lo e de cuidar dele até que ele possa fazer isso sozinho.
Vamos conversar mais sobre isso qualquer horinha, mas, por hoje, pincei algumas idéias do livro de Mimi Doe para compartilhar com você.

1. Deixe de lado os seus velhos programas de educação, os erros cometidos por seus pais, os “deveres” e “obrigações” que foram se infiltrando no seu jeito de educar. Você é você mesmo e seu filho é ele mesmo. Vocês dois foram reunidos por Deus por algum motivo. Acredite, você e seu pequeno foram, literalmente, feitos um para o outro.

2. Ensine seu filho a desenvolver a concentração no pensar. Use como exemplo uma lanterna ou um foco de luz cortando a escuridão. Os pensamentos dele são como esse raio de luz atravessando o universo, juntando e iluminando os seus desejos. Essa imagem vai ajudar seu filho a entender que nossos pensamentos podem provocar grandes mudanças na nossa vida.

3. Busque o maravilhoso fora do trivial. Celebre junto com seu filho os fatos admiráveis de cada dia. Invente rituais, motivos para celebrar, encha sua casa com música, dance, caminhe na chuva. Se faltarem idéias, tome emprestadas algumas fantasias de seu filho. Com certeza ele vai adorar compartilhar esses tesouros com você.

4. As palavras são importantes. Use-as com cuidado. Em geral, elas refletem nosso jeito de estar no mundo. Institua em sua casa a regra de não permitir rebaixamentos nem zombarias. O deboche é um meio seguro de arrasar o espírito.

5. Faça de cada dia um novo começo. Por pior que tenha sido o dia de hoje, amanhã é um novo dia e ninguém sabe ou pode garantir o que ele vai trazer. Dê de presente para seu filho um dia cheio de possibilidades, um dia sagrado. Um dia para ser saboreado minuto a minuto, intensamente.

Fiquem com Deus.

*** CRIANÇAS DEPENDENTES




Pais tolerantes demais e muito apegados aos filhos são incapazes de prepará-los para o futuro.


Do ponto de vista de nossa caminhada em direção à independência, penso que os últimos passos foram para trás, isto é, estamos formando uma geração de pessoas mais inseguras e dependentes do que nós fomos.

As crianças são superprotegidas e dispõem, devido aos avanços tecnológicos, de uma série de facilidades inimagináveis na nossa infância.

No entanto, as condições de meninos e meninas melhoraram também em virtude da criação da psicologia moderna.

Aprendemos com a psicanálise a considerar os primeiros anos de vida como um período especialmente importante para a formação da personalidade.

Aprendemos a entender - pelo menos a tentar entender - o funcionamento da razão e de como as emoções se manifestam nas crianças e nos adolescentes.

Aprendemos a valorizar suas dores e a dar mais ouvido às suas necessidades.Essa preocupação foi, sem dúvida, positiva.


Infelizmente, há o outro lado da moeda.


Os adultos passaram a ter muito medo de agir com energia e disciplina em relação aos filhos. Ficaram com receio de traumatizá-los, de impor a eles "marcas irreversíveis" que lhes causariam limitações posteriores.

A noção de trauma, que só deveria ser aplicada a acontecimentos muito dramáticos, se estendeu para todo tipo de procedimentos repressivos necessários ao aprendizado do ser humano.

A psicologia - que tanto nos ensinou sobre a vida interior das crianças - deixou nossas mãos amarradas, impedindo uma educação baseada na firmeza.

Hoje, ser "pequeno" é um privilégio para os que nasceram nas classes mais abastadas.

Por outro lado, as condições da vida adulta só têm piorado.

A população do planeta vem aumentando para além de suas possibilidades. Existe um número cada vez maior de pessoas disputando o mesmo espaço.

Nas grandes cidades, há excesso de habitantes, o que determina o crescimento inevitável da violência.

Paralelamente, o mercado de trabalho não apresenta condições de absorver todos os jovens que se formam.

Isso fará com que as próximas gerações venham a ter ganhos materiais bastante inferiores aos nossos (que já nem sempre são muito satisfatórios).

A competição profissional se acirra e, o que é pior, em torno de ganhos menores.

É inevitável que a idéia de prolongar o período infantil se torne extremamente atraente.

A acentuada dependência das crianças é uma rua de mão dupla.

Os pais também desenvolvem forte dependência em relação aos filhos.

Isso é particularmente verdadeiro quando os adultos têm seus problemas emocionais mal resolvidos e canalizaram boa parte de suas necessidades afetivas para o vínculo com as crianças, que deveria ser temporário.

Hoje os adultos se sentem desamparados.

Não faltam razões para justificar tal insegurança.

Antigamente as pessoas mantinham fortes vínculos com pais, tios e irmãos.

Dessa forma, os parceiros e os filhos só vinham complementar os laços já existentes.

Mas o clã familiar cedeu lugar a núcleos menores.

O fenômeno foi gerador de liberdade, desaparecendo o dever de obedecer às gerações mais velhas.

Aumentou, porém, a dependência entre marido e mulher, e entre o casal e seus filhos.

O afeto, outrora diluído, está concentrado em poucos objetos de amor.

Há mais um fator para complicar as coisas: o divórcio, pelo qual o vínculo conjugal pode ser rompido a qualquer momento.

Com esse futuro incerto, pais e mães tendem a se apegar ainda mais às crianças.

Se a separação ocorrer, poderão ao menos contar com o amor delas.


Fecha-se o círculo: filhos superprotegidos, fracos e dependentes certamente se prestarão melhor a esse papel do que aqueles educados para criar asas e voar em busca de seu destino.

*** SER PAI






Então agora, como pai, marido ou ente querido, tente não tornar seu amor uma cola que gruda, mas um ímã que a princípio atrai, depois vira ao contrário e repele, para que aqueles que são atraídos não precisem achar que precisam grudar em você para sobreviver. Nada poderia estar mais longe da verdade, nada poderia ser mais prejudicial para eles.
Deixe seu amor impulsionar seus entes queridos para o mundo - e para a experiência completa de quem eles são. Dessa forma, você realmente os amará.
Do livro "Conversando com Deus" de Neale Donald Walsh

A vida é mais que uma escola, um aprendizado constante, um dia de luta após o outro... é muito mais. É ilimitada a possibilidade que está em nossas mãos de criar, de representar de forma plena Deus em todos nossos atos, desde o mais simples ao mais sublime que se dá no momento da fecundação, quando um novo projeto de vida começa a tomar consistência e nosso papel na Terra define talvez sua função principal, não somente biológica, algo que transformará radicalmente nossa vida.
Quem passou por esta experiência de ser pai (ou mãe) sabe que é impossível traduzir em palavras algo que somente pode ser sentido, vivenciado e considerado como o maior presente que podemos receber: os filhos...

O desafio é grande, embora tragamos dentro, em nossa bagagem, todas as informações básicas para lidar com a vinda de uma nova alma; percebemos claramente nesta nova fase um outra oitava do amor, que se manifesta com doçura, calor humano e dedicação completa.
O amor incondicional, o que nada cobra, passa a permear o ar que respiramos e a nos governar a partir de então. As trocas são cada vez mais intensas e complexas e o acelerado crescimento dos filhos - físico e intelectual - nos obriga a ficar à altura deste intrigante missão. As várias fases de evolução se processam de forma tão veloz que em determinadas situações mal podíamos imaginar fosse preciso encontrar tanta criatividade e perspicácia. Ficamos orgulhosos e recompensados por todos os sacrifícios que fizemos, pelas noites mal dormidas trocando fraldas às três da madrugada, pelas dezenas de milhares de quilômetros rodados para deixá-lo e buscá-lo na casa da namoradinha colega de classe.

Porém, ser pai (mãe) hoje não é somente criar, acompanhar e educar nossos filhos, pois, se V. está lendo este boletim, com certeza já se encontra muito além do básico, daquelas múltiplas responsabilidades que a sociedade atual atribui aos pais...



Nossos filhos são espíritos.

Como pais conscientes, precisamos reconhecer a unicidade e a missão de vida de cada criatura e agir, finalmente, nessa nossa fase de vida, com sabedoria profunda e imenso desprendimento. O exemplo que demos até agora será fundamental tanto quando o amor que lhes dedicamos.
O conceito de Unidade de tudo que existe precisa ser passado de maneira clara e inteligente, sem nunca subestimar a capacidade dos que provisoriamente se encontram em corpos pequenos, mas que podem - na realidade - ser criaturas bem evoluídas que nos escolheram para compartilhar com eles uma parte inesquecível de nossa vida.

Podemos ajudá-los procurando transmitir os valores básicos da espiritualidade e também a necessidade de realizar uma transformação permanente, profunda e criativa, abrindo-lhes o mapa da vida, mas deixando a eles a possibilidade de escolha do rumo e dos desafios a serem transpostos; buscando ampará-los para que realizem seus sonhos e descubram o caminho do equilíbrio entre razão e emoção, conseguindo dessa forma escolher a coragem em detrimento do medo. E que permitam fazer de sua própria vida uma sinfonia maravilhosa, ouvindo o ritmo do coração que se encontra em permanente e harmoniosa conexão com a Fonte.

É assim... creio mesmo que somente atuando desta maneira como pai, estaremos recebendo - a cada instante - não somente neste domingo, o merecido e perfeito presente do dia dos pais!





*** VIVER COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ






O destino de todos os seres vivos é a morte.
Morrem flores, plantas, bichos,gente.
Até mesmo as estrelas, que nascem em uma explosão de luz, chegam à
finitude.
Morremos um pouco todos os dias. Cada anoitecer nos relembra que mais um dia
se passou em nossa vida.
E isso nos deveria ser um alerta para os rumos que damos à existência.
Mas por que a morte nos assusta de tal forma?
O sábio se prepara para morrer.
Mas para a maioria dos seres humanos, a
simples menção da palavra "morte" é um trauma.
Não falamos de morte, como se falar disso pudesse atraí-la.
No entanto, preparar-se para morrer é útil.
Necessário mesmo. Não se trata de uma atitude mórbida, mas de naturalidade perante o ciclo que rege a vida.
Naturalidade? Sim, pois em nossa vida a morte é uma certeza. Podemos até não
saber quando e onde ela virá, mas virá certamente.
Países, idiomas e crenças são diferentes. Mas, paradoxalmente, a grande
certeza que nos une a todos é a de que um dia nosso corpo estará morto.
Por isso, vale a pena pensar de modo positivo na morte. Preparar-se para
esse momento inevitável.
A psiquiatra suíça Elizabeth Kübler-Ross narra, em seus diversos livros, o
sofrimento das pessoas que não se prepararam para morrer ou para dizer adeus
aos parentes e amigos.
A médica - que se tornou famosa no Mundo inteiro por seus trabalhos junto a
pacientes terminais - observou que a maioria das pessoas traz pendências,
assuntos não-resolvidos e traumas que eclodem na hora da morte.
É que não costumamos refletir sobre a nossa própria morte. Sempre a
imaginamos muito distante.
E, por isso, vamos adiando a resolução de pendências que poderiam ser
solucionadas agora, com calma.
Portanto, vale a pena iniciar uma preparação. Quer uma fórmula simples?

Viva como se fosse o seu último dia.

Faça o bem, seja amável e gentil.
Não deixe para amanhã as palavras de afeto, os gestos de amor. Diga à
família o quanto você a ama.
Deixe os papéis em ordem, os assuntos
encaminhados.
Se há mágoas, esqueça, perdoe.
Vire a página. Se há assuntos por resolver, esclareça, converse. Enfim, resolva.
Não deixe espaço para que um dia você lamente não ter falado na hora certa.
Viva a vida de forma simples e bela para que, ao encerrá-la, não haja muitos
arrependimentos.
O músico Renato Russo tinha uma frase síntese para essa atitude: "É preciso
amar as pessoas como se não houvesse amanhã".

Afinal, amanhã a morte pode ter vindo, silenciosa, bater à sua porta, ou da
pessoa amada. E até o reencontro, então, poderá ser uma longa espera.
Faça como o poeta Manuel Bandeira. Em um de seus mais inspirados poemas,
"Consoada", ele fala sobre o dia em que a morte chegará e vai encontrá-lo
preparado.

"Quando a indesejada das gentes chegar,

Talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com seus sortilégios).

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,

A mesa posta, com cada coisa em seu lugar".
Possamos, todos nós, aguardar a morte com a alma leve, a consciência em paz,
um sorriso de dever cumprido pairando, suave, nos lábios pálidos.
Quando essa hora chegar, o seu dia - a sua vida - terão sido bons? Pense
nisso!

Redação do Momento Espírita.










segunda-feira, 6 de agosto de 2007

*** A ORAÇÃO DO PAI NOSSO ORIGINAL (EM ARAMAICO)


É desta oração que derivou a versão atual do “Pai – Nosso”.


Ela está escrita em aramáico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma em que era invocada pelo Mestre Jesus.


(O aramaico era o idioma originário da alta Mesopotâmia e era a lingua usual do povo, enquanto que o hebraico era mais utilizados em ritos religiosos.
Jesus falava ao povo em aramaico.
A tradução direta do aramaico para o português, sem a interferência da igreja Católica,
nos mostra como esta oração é bela, profunda e verdadeira, condizente com o Mestre Jesus.



PAI-MÃE, RESPIRAÇÃO DA VIDA,
FONTE DO SOM, AÇÃO SEM PALAVRAS,
CRIADOR DO COSMOS!

FAÇA SUA LUZ BRILHAR DENTRO DE NÓS,
ENTRE NÓS E FORA DE NÓS
PARA QUE POSSAMOS TORNÁ-LA ÚTIL.

AJUDE-NOS A SEGUIR NOSSO CAMINHO,
RESPIRANDO APENAS O SENTIMENTO QUE EMANA DE VOCÊ.

NOSSO EU, NO MESMO PASSO POSSA ESTAR COM O SEU,
PARA QUE CAMINHEMOS COMO REIS E RAINHAS
COM TODAS AS OUTRAS CRIATURAS.

QUE O SEU E O NOSSO DESEJO SEJAM UM SÓ,
EM TODA A LUZ,

ASSIM COMO EM TODAS AS FORMAS,
EM TODA EXISTENCIA INDIVIDUAL
ASSIM COMO EM TODAS AS COMUNIDADES.

FAÇA-NOS SENTIR A ALMA DA TERRA DENTRO DE NÓS,
NÃO PERMITA QUE A SUPERFICIALIDADE
E A APARÊNCIA DAS COISAS DO MUNDO NOS ILUDA,

NÃO NOS DEIXES SERMOS TOMADOS PELO ESQUECIMENTO
DE QUE
VOCÊ É O PODER E A GLÓRIA DO MUNDO,
A CANÇÃO QUE SE RENOVA DE TEMPOS EM TEMPOS
E QUE A TUDO EMBELEZA.

POSSA SEU AMOR SER O SOLO ONDE CRESCEM
NOSSAS AÇÕES

ALMIN.

*** ESCUTATÓRIA






Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.



Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".


Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.


Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.


Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.


Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.


Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de


nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...



Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios.


Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, abrindo vazios de silêncio, expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem.


Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.



Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".


Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".


Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.



Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.


Eu comecei a ouvir.


Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.


A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.


No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.



Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.


Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.



Rubem Alves





domingo, 5 de agosto de 2007

*** CONVIVÊNCIA - A ARTE DA FELICIDADE OU DA GUERRA?


Creio que não haja exercício mais difícil nesta vida do que conviver com o outro.

Aceitar as diferenças e administrar os conflitos, sem que isso se torne uma guerra trata-se, certamente, de uma charada sagrada.

Sim, porque sem a convivência nos tornamos como que sem propósito. Afinal, embora muitas vezes nos esqueçamos ou prefiramos ignorar esta verdade, o fato é que tudo o que fazemos e somos está a serviço de apenas um objetivo: sermos reconhecidos e amados.

Porém, é também na convivência que reside nosso maior desafio, o mais humano e intrigante aprendizado, o mais intenso conflito a que nos submetemos durante toda nossa existência, do primeiro ao último suspiro!

É quando todos os nossos sentimentos - um a um – ficam aflorados, expostos, escancarados; algumas vezes de forma linda, mágica, encantadora... mas outras vezes, de forma ridiculamente mesquinha, pequena, assombrada...

Se considerarmos que passamos a maior parte de nosso tempo no ambiente de trabalho, haveremos de considerar que são as relações nutridas neste lugar que nos servem como práticas mais recorrentes.

Embora, geralmente, não estejam aí nossos encontros mais caros, é no trabalho que trocamos nosso comportamento por um valor determinado, previamente combinado, estejamos satisfeitos ou não com este montante.

Portanto, este pagamento nos induz, muitas vezes, a agir de modo comedido, engessado, como quem cumpre um script sem considerar os verdadeiros sentimentos.

Acontece que não fomos feitos para o fingimento e sim para a autenticidade, seja ela bonita ou não.

Assim, mais cedo ou mais tarde, é quem realmente somos que fica em evidência e é a partir daí que encontramos bem-estar ou desespero, alegria ou angústia, prazer ou dor, conciliação ou tormento.

Justamente por isso que acredito piamente ser a gentileza nosso maior trunfo.

Obviamente que não falo da gentileza protocolar, mas daquela genuína, capaz de promover a paz nos relacionamentos do cotidiano.

Por isso, embora realmente seja difícil praticá-la em algumas ocasiões, penso que é urgente começarmos a ser gentis com aqueles que dividem conosco o ambiente de trabalho e com quem compartilhamos a mesma casa, o mesmo quarto e a mesma cama.

Por quê? Pra que? Até quando?

Bem... se ao menos tentarmos e nos abrirmos para sentir os benefícios que a gentileza pode trazer para nossas vidas, tanto do ponto de vista interno, quanto relacional, certamente faremos um esforço.

10 dicas para ser gentil na convivência


1. Tente se colocar no lugar do outro.

Tente de verdade, com todo o seu ser. É eficiente demais esse exercício!


2. Aprenda a escutar.

Esvazie seus ouvidos para absorver o que o outro está dizendo. Aí pode estar a solução que nem ele ainda foi capaz de enxergar.


3. Pratique a arte da paciência.

Julgamentos e ações precipitadas tendem a causar desastres horrorosos.


4. Peça desculpas, especialmente se esta opção lhe parecer difícil demais.

Isso pode definitivamente mudar a sua vida!


5. Procure ao menos três qualidades no outro

e perceba que esse hábito pode promover verdadeiros milagres.


6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são verdadeiras preciosidades para todos.


7. Demonstre interesse pelo outro,

por seus sentimentos e por sua realidade de vida.


8. Analise a situação.

Deixe a decisão para o dia seguinte, se estiver de cabeça quente. Alcançar soluções pacíficas depende também do seu equilíbrio interno.


9. Faça justiça.

Esforce-se não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras, mas para que você e as pessoas ao seu redor fiquem bem!


10. Seja gentil. A gentileza nos leva a resultados criativos e produtivos e ainda desvenda a charada da convivência: único meio de nos sentirmos verdadeiramente realizados!


sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A CORAGEM DA FÉ

Em várias passagens do Evangelho, Jesus salienta a importância da coragem de testemunhar a própria fé.
Por exemplo, em determinado ponto da narrativa evangélica, o Cristo afirma que ninguém deve se envergonhar dele e de suas palavras.
Das exortações do mestre, extrai-se que não basta crer em algo.
O homem deve viver na conformidade de suas crenças.
Esposar um ideal é muito pouco.
É necessário ser fiel a esse ideal.
Em um mundo corrompido, a fidelidade a uma concepção de vida mais pura não costuma ser fácil.
Os exemplos que se recebe diariamente são bastante tristes.
A humanidade vive um período de grave crise moral.
Sob o nome de liberdade, impera a libertinagem.
A título de diversidade de costumes, as criaturas se permitem os mais estranhos desregramentos.
Há inúmeros desonestos ocupando elevados cargos e vivendo no luxo.
Seres viciosos posam de modelo para a sociedade.
Muitos artistas bonitos, mas levianos e desequilibrados, ditam modas e tendências de comportamento.
A promiscuidade e a troca constante de namorados ou esposos não mais chocam.
Nesse contexto, ser sóbrio, trabalhador, honesto e responsável parece quase exótico.
O homem pouco reflexivo pode se sentir tentado a seguir a "onda da modernidade".
Entretanto, é preciso ponderar um pouco.
Hábitos que destroem a integridade física e psíquica, o lar e a própria dignidade de quem os adota não podem ser saudáveis.
A corrupção dilacera a sociedade.
Ela implica no desvio de dinheiro que poderia salvar e melhorar inúmeras vidas.
A promiscuidade sexual deixa um rastro de desencanto e doença nas vidas de quem a adota.
Perante um mundo conturbado e violento, o homem precisa refletir a respeito de seus ideais.
Quais são os valores que se consideram necessários para uma vida harmoniosa e saudável?
Identificados esses valores, impõe-se a fidelidade a eles.
O que não vale é viver ao sabor das circunstâncias, como um animal que se guia pelo movimento da manada.
A inteligência é um dom precioso demais para ser desperdiçado.
Urge lançar um olhar crítico sobre os hábitos da sociedade e meditar sobre eles.
Se todos adotarem determinado padrão de comportamento, será possível uma convivência pacífica e proveitosa?
Certo naipe de conduta é louvável?
Seria agradável ver os próprios filhos ou pais vivendo de forma destrambelhada?
Ou ver um ente querido sofrendo as conseqüências da conduta inconseqüente de outrem?
O que não é bom e honroso, o que torna infelizes os outros deve ser combatido.
Aí surge a necessidade de ser corajoso.
Viver de acordo com padrões mundanos é fácil.
Difícil é esposar ideais nobres e viver com nobreza.
Ser fiel a um ideal não implica tornar-se conversor compulsório dos semelhantes.
A liberdade de consciência é um imperativo da vida em sociedade.
Entretanto, respeitar a liberdade dos outros não significa ser conivente com seus equívocos.
Para viver em paz é necessário aprender a conviver com o diferente.
Mas viver pacificamente não é sinônimo de ser passivo.
Em certos momentos, a omissão é um escândalo.
Sempre que chamado a dar opinião sobre uma questão ética, é importante ser honesto, embora mantendo a gentileza.
Se a opinião não agradar, paciência.
Perante condutas que prejudicam inocentes ou o patrimônio público, deve-se atuar na defesa do bem e da ética.
Em todo e qualquer caso, agir corretamente, mesmo em prejuízo dos próprios interesses imediatos.
Uma vida honrada é o maior e mais corajoso testemunho que um homem pode dar de suas crenças.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita.




quinta-feira, 2 de agosto de 2007

*** O CÍRCULO DA TOLERÂNCIA

Um poderoso magnata, por estar frustrado, gritou com um diretor da sua empresa.

Ao chegar em casa, o diretor gritou com sua esposa, acusando-a de que estava gastando demais, porque havia um bom e farto almoço à mesa.

Sua esposa gritou com a empregada por quebrar um prato.

A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara.

O cachorrinho saiu correndo, e mordeu uma senhora que ia passando pela rua.

Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu.

O farmacêutico, chegando à casa, gritou com sua mãe, porque o jantar não estava do seu agrado.

Sua mãe, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou-lhe os cabelos e beijou-o na testa, dizendo-lhe:
"Filho querido, prometo-lhe que amanhã farei os seus doces favoritos. Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da sua cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você descanse em paz. Amanhã você vai sentir-se melhor."
Abençoou-o e retirou-se deixando-o sozinho com os seus pensamentos.


Naquele momento, rompeu-se o CÍRCULO DO ÓDIO, porque esbarrou-se com a TOLERÂNCIA, a DOÇURA, o PERDÃO e o AMOR.

*** UM EXEMPLO PARA IMITAR








Aconteceu num estádio. O público comparecera para assistir disputado jogo da

temporada.

Nada menos que vinte mil pessoas aguardavam.

Uma menina, de apenas 13 anos, ganhara como prêmio, a honra de cantar o Hino Nacional do País, os Estados Unidos, na abertura do grande evento.

De vestido longo, cabelo arrumado e um belo sorriso nos lábios, ela toma do
microfone e inicia a execução.

Afinadíssima, sua voz se projeta, emocionada, pelo imenso estádio.


Então, o braço treme, ela engasga, esquece a letra.


A câmara televisiva a mostra em close, os olhos marejados de lágrimas,
aguardando ansiosamente alguém próximo que a ajude.


Ela se vê absolutamente só.

Treze anos.

Uma menina.

Sozinha, ali, no meio.

O público ameaça uma vaia.

E ninguém toma a iniciativa de ir até lá para
ajudar.

Todos ao seu redor a observam, parados.


De repente, um homem se destaca e caminha ao seu encontro.

É Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers.

Postando-se ao lado de Natalie Gilbert, a jovenzinha assustada, ele a

abraça.

Ela intenta esconder o rosto em seu peito. Mas o homem alto, encorpado,

começa a cantar, incentivando-a a que faça o mesmo.

Ela vacila, mas ele continua, entusiasmando-a. E, depois, com gestos,

incentiva o povo a que cante junto.

E, o público, compenetrado agora, percebendo a grande lição de solidariedade

do técnico, canta.

Logo mais, o estádio inteiro forma um único coro, emocionado e vibrante.

E Natalie Gilbert conclui o Hino. Olha para o seu salvador e diz: "Muito

obrigada".


Um homem, um gesto fez a grande diferença.


Aquela menina poderia sair dali traumatizada, acreditando-se a última das criaturas, por ter falhado em hora tão importante.

Mas a alma solidária de Mo Cheeks não somente a auxiliou, tanto quanto deu
uma lição a vinte mil espectadores.


Uma lição de solidariedade.

Uma lição da atitude de um verdadeiro líder, de quem se importa com o outro.


Demonstrou que, quando alguém está em dificuldades, quem estiver mais próximo, tem o dever de ajudar.


Ensinou a utilizar a empatia.

Será que todas aquelas pessoas ali reunidas não pensaram, por um minuto
sequer, que poderia ter acontecido com eles, se estivessem no lugar dela?

Será que tantos pais e mães ali presentes não pensaram que poderia ser a sua
filha a ter aquele esquecimento?


Naquele dia, Natalie Gilbert realizou o que se propôs.


E Mo Cheeks demonstrou a diferença que faz um ser humano no Mundo.


* * ***************************************************

Todos nós, onde quer que nos encontremos, podemos e devemos fazer a

diferença.

Quando todos observam alguém que perde o equilíbrio, ou tropeça e cai,

podemos ser aquele que estende os braços para amparar.

Ante alguém que derruba pacotes em plena rua, podemos ser a mão que auxilia.

Oferecer-se para trocar um pneu, providenciar algumas compras, atender uma

criança por alguns momentos.

Quem de nós, onde esteja, não pode fazer algo simples, mas muito especial?

Algo que expresse que o ser humano é um ser de extraordinário potencial de

amor, que é acionado ao mais discreto movimento da necessidade alheia.

Pense nisso e, seja você, onde estiver, a criatura especial que faz a grande

diferença no Mundo.

Um exemplo para imitar. Um líder para seguir.


Redação do Momento Espírita, com base em fato real.
















quarta-feira, 1 de agosto de 2007

*** O Mundo só é uma Droga para Quem se Droga no Mundo


Vimos atender ao pedido de diversos jovens e pais que chegam até nós, solicitando um esclarecimento sobre as drogas. Comecemos, então, pela definição do termo: droga é qualquer substância estranha ao nosso corpo, que nos cause alterações fisiológicas ou psíquicas.
Assim, droga é aquele remédio tomado para sarar da gripe ou a vacina que você tomou quando era pequeno...

mas não pára por aí, pois também pode ser utilizada para deprimir, estimular ou perturbar nossa atividade cerebral, por isso são chamadas drogas psicotrópicas.

São depressores: álcool; soníferos ou hipnóticos (barbitúricos );

ansiolíticos ( acalmam, inibem a ansiedade).

As principais drogas pertencentes a essa classificação são os benzodiazepínicos (diazepam, lorazepam, etc); opiáceos ( aliviam a dor e dão sonolência) como a morfina, heroína, codeína e mepedrina; inalantes ou solventes ( colas, tintas, removedores, etc). São estimulantes: anorexígenos ( diminuem a fome) como as anfetaminas, cocaína; rebites ( utilizados por caminhoneiros para atravessarem as noites sem dormir). São perturbadores: mescalina ( do cacto mexicano), THC (substância ativa da maconha), psilocibina ( de certos cogumelos), lírio, LSD, exstasy, anticulinérgicos.

O tabaco não provoca grandes alterações cerebrais, portanto não é classificado como psicotrópico.


No contexto legal, as drogas se dividem em drogas lícitas e ilícitas.

Drogas lícitas são aquelas vendidas legalmente, controladas ou não, como: álcool, cigarro, cola de sapateiro, moderadores de apetite, estimulantes (rebites), morfina, éter, benzina, barbitúricos, xaropes (opióides) e tranqüilizantes.

Ilícitas são as drogas comercializadas ilegalmente, como a maconha, cocaína, heroína, crack, LSD e tantas outras.

Um dos grandes portais para o vício é a facilidade de se obter a droga.
Independentemente de ser lícita ou não, a droga causa diversos males ao organismo (alguns irreversíveis), conforme o modo como ela é utilizada.


Prejuízos que as Drogas Causam ao Espírito e Perispírito


Vamos agora refletir um pouco sobre os grandes prejuízos que as drogas ( de qualquer espécie) trazem ao espírito e ao perispírito.

Como já dissemos, tudo que fazemos, observamos ou emanamos energia, positiva ou negativa, de acordo com aquilo que estivermos fazendo ou pensando.
Ao consumirmos uma droga, uma tragada no cigarro, um gole na bebida alcoólica, uma injetada, aspirada, qualquer que seja a forma de consumir a droga, liberamos uma grande quantidade de energia, como se fosse uma fumaça fosse um perfume que lhe agrada.

Você se sente bem ao lado de quem está usando, então, procura ali permanecer.


Assim funciona o mundo invisível: ficamos envoltos por energias negativas, espíritos imperfeitos que, a fim de aproveitarem aquele “barato”também, aproximam-se de nós e absorvem essa energia.

Quando o efeito passa, eles, por quererem mais, influenciam nossas idéias a fim de que consumamos mais e mais.

“Mas e o meu livre arbítrio???, pergunta aquele manezinho.

Pois é, temos nosso livre arbítrio para escolher entre consumir ou não.

Porém, essas influências espirituais atingem nosso subconsciente e, por muitíssimas vezes, o que pensamos ser a nossa idéia ou vontade, é a idéia ou vontade de um espírito que está ao nosso lado, influenciando-nos positiva ou negativamente.


Quando o nosso organismo está em desequilíbrio fisiológico, nosso perispírito tenta “sugar”aquele “mal” acumulado naquela parte do corpo, bombardeando aquela região com energia positiva.
Porém, quando isso acontece por muito tempo, o perispírito se desgasta tanto, que se machuca também.

Aí passamos aquele problema para nosso corpo espiritual.

Que problema? Aos fumantes surge, no perispírito, uma mancha negra na região do pulmão. Aos alcoólatras, geralmente uma mancha negra na região do fígado, aos usuários de drogas psicotrópicas, geralmente uma mancha negra na região da cabeça. Daí provêm as dores que os espíritos de viciados dizem sentir no Plano Espiritual, e a maioria das doenças que nos afetam desde nosso nascimento, ao reencarnarmos, pois quando o perispírito está em desequilíbrio energético, a matéria tenta absorver esse problema, o que acarreta males no corpo físico.


E quando nos drogamos, além do “barato”que sentimos, ganhamos de brinde vários “amigos”espirituais, geralmente de ex-viciados, que, como não possuem mais um corpo físico, consomem as drogas através de nós. Temos, assim, a famosa obsessão, quando os espíritos inferiores nos influenciam ao uso das drogas.


Por isso, a melhor saída é a famosa frase “orai e vigiai”, pois, acompanhados de bons espíritos, estamos sujeitos a boas influências.
Randal Juliano