
A vida da maioria das pessoas é atribulada e cheia de compromissos. Entre reuniões, cursos, deslocamentos e projetos variados, a semana passa. Redação do Momento Espírita. | ||
Somos um grupo de estudiosos da Doutrina Espírita. Às 3ª feiras nos reunimos às 20 hs, para Palestra e Atendimento Fraterno. Às 5ª feiras nos reunimos às 19,30 hs para estudar a doutrina. Seja benvindo! "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para dominar suas más inclinações". Allan Kardec

A vida da maioria das pessoas é atribulada e cheia de compromissos. Entre reuniões, cursos, deslocamentos e projetos variados, a semana passa. Redação do Momento Espírita. | ||


Melhor explicando: somos influenciados - mesmo não tendo consciência disso - tanto pelos espíritos habitantes do plano de luz, como pelos das trevas.
De acordo com a Lei da Afinidade - os semelhantes se atraem - é que iremos atrair, sintonizarmos com os bons ou maus espíritos.
Mas se ocorrer o contrário, o mal vai estar com você. É a lei da Afinidade, uma das Leis Universais.
Precisamos também cultivar a prece, fortalecer a fé, termo tão desacreditado no mundo moderno. A era científica e tecnológica em que vivemos valoriza muito o intelecto e trata com descaso a fé. | ||
... nem o mais inteligente.



Então agora, como pai, marido ou ente querido, tente não tornar seu amor uma cola que gruda, mas um ímã que a princípio atrai, depois vira ao contrário e repele, para que aqueles que são atraídos não precisem achar que precisam grudar em você para sobreviver. Nada poderia estar mais longe da verdade, nada poderia ser mais prejudicial para eles. | ||

| O destino de todos os seres vivos é a morte. Morrem flores, plantas, bichos,gente. Até mesmo as estrelas, que nascem em uma explosão de luz, chegam à finitude. Morremos um pouco todos os dias. Cada anoitecer nos relembra que mais um dia se passou em nossa vida. E isso nos deveria ser um alerta para os rumos que damos à existência. Mas por que a morte nos assusta de tal forma? O sábio se prepara para morrer. Mas para a maioria dos seres humanos, a simples menção da palavra "morte" é um trauma. Não falamos de morte, como se falar disso pudesse atraí-la. No entanto, preparar-se para morrer é útil. Necessário mesmo. Não se trata de uma atitude mórbida, mas de naturalidade perante o ciclo que rege a vida. Naturalidade? Sim, pois em nossa vida a morte é uma certeza. Podemos até não saber quando e onde ela virá, mas virá certamente. Países, idiomas e crenças são diferentes. Mas, paradoxalmente, a grande certeza que nos une a todos é a de que um dia nosso corpo estará morto. Por isso, vale a pena pensar de modo positivo na morte. Preparar-se para esse momento inevitável. A psiquiatra suíça Elizabeth Kübler-Ross narra, em seus diversos livros, o sofrimento das pessoas que não se prepararam para morrer ou para dizer adeus aos parentes e amigos. A médica - que se tornou famosa no Mundo inteiro por seus trabalhos junto a pacientes terminais - observou que a maioria das pessoas traz pendências, assuntos não-resolvidos e traumas que eclodem na hora da morte. É que não costumamos refletir sobre a nossa própria morte. Sempre a imaginamos muito distante. E, por isso, vamos adiando a resolução de pendências que poderiam ser solucionadas agora, com calma. Portanto, vale a pena iniciar uma preparação. Quer uma fórmula simples? Viva como se fosse o seu último dia. Faça o bem, seja amável e gentil. Não deixe para amanhã as palavras de afeto, os gestos de amor. Diga à família o quanto você a ama. Deixe os papéis em ordem, os assuntos encaminhados. Se há mágoas, esqueça, perdoe. Vire a página. Se há assuntos por resolver, esclareça, converse. Enfim, resolva. Não deixe espaço para que um dia você lamente não ter falado na hora certa. Viva a vida de forma simples e bela para que, ao encerrá-la, não haja muitos arrependimentos. O músico Renato Russo tinha uma frase síntese para essa atitude: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Afinal, amanhã a morte pode ter vindo, silenciosa, bater à sua porta, ou da pessoa amada. E até o reencontro, então, poderá ser uma longa espera. Faça como o poeta Manuel Bandeira. Em um de seus mais inspirados poemas, "Consoada", ele fala sobre o dia em que a morte chegará e vai encontrá-lo preparado. "Quando a indesejada das gentes chegar, Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com seus sortilégios). Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, com cada coisa em seu lugar". Possamos, todos nós, aguardar a morte com a alma leve, a consciência em paz,um sorriso de dever cumprido pairando, suave, nos lábios pálidos. Quando essa hora chegar, o seu dia - a sua vida - terão sido bons? Pense nisso! Redação do Momento Espírita. | ||


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos... Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64. Contou-me de sua experiência com os índios. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, abrindo vazios de silêncio, expulsando todas as idéias estranhas.). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar. Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto. Rubem Alves | ||

Em várias passagens do Evangelho, Jesus salienta a importância da coragem de testemunhar a própria fé. Por exemplo, em determinado ponto da narrativa evangélica, o Cristo afirma que ninguém deve se envergonhar dele e de suas palavras.Das exortações do mestre, extrai-se que não basta crer em algo. O homem deve viver na conformidade de suas crenças. Esposar um ideal é muito pouco. É necessário ser fiel a esse ideal. Em um mundo corrompido, a fidelidade a uma concepção de vida mais pura não costuma ser fácil. Os exemplos que se recebe diariamente são bastante tristes. A humanidade vive um período de grave crise moral. Sob o nome de liberdade, impera a libertinagem. A título de diversidade de costumes, as criaturas se permitem os mais estranhos desregramentos. Há inúmeros desonestos ocupando elevados cargos e vivendo no luxo. Seres viciosos posam de modelo para a sociedade. Muitos artistas bonitos, mas levianos e desequilibrados, ditam modas e tendências de comportamento. A promiscuidade e a troca constante de namorados ou esposos não mais chocam. Nesse contexto, ser sóbrio, trabalhador, honesto e responsável parece quase exótico. O homem pouco reflexivo pode se sentir tentado a seguir a "onda da modernidade". Entretanto, é preciso ponderar um pouco. Hábitos que destroem a integridade física e psíquica, o lar e a própria dignidade de quem os adota não podem ser saudáveis. A corrupção dilacera a sociedade. Ela implica no desvio de dinheiro que poderia salvar e melhorar inúmeras vidas. A promiscuidade sexual deixa um rastro de desencanto e doença nas vidas de quem a adota. Perante um mundo conturbado e violento, o homem precisa refletir a respeito de seus ideais. Quais são os valores que se consideram necessários para uma vida harmoniosa e saudável? Identificados esses valores, impõe-se a fidelidade a eles. O que não vale é viver ao sabor das circunstâncias, como um animal que se guia pelo movimento da manada. A inteligência é um dom precioso demais para ser desperdiçado. Urge lançar um olhar crítico sobre os hábitos da sociedade e meditar sobre eles. Se todos adotarem determinado padrão de comportamento, será possível uma convivência pacífica e proveitosa? Certo naipe de conduta é louvável? Seria agradável ver os próprios filhos ou pais vivendo de forma destrambelhada? Ou ver um ente querido sofrendo as conseqüências da conduta inconseqüente de outrem? O que não é bom e honroso, o que torna infelizes os outros deve ser combatido. Aí surge a necessidade de ser corajoso. Viver de acordo com padrões mundanos é fácil. Difícil é esposar ideais nobres e viver com nobreza. Ser fiel a um ideal não implica tornar-se conversor compulsório dos semelhantes. A liberdade de consciência é um imperativo da vida em sociedade. Entretanto, respeitar a liberdade dos outros não significa ser conivente com seus equívocos. Para viver em paz é necessário aprender a conviver com o diferente. Mas viver pacificamente não é sinônimo de ser passivo. Em certos momentos, a omissão é um escândalo. Sempre que chamado a dar opinião sobre uma questão ética, é importante ser honesto, embora mantendo a gentileza. Se a opinião não agradar, paciência. Perante condutas que prejudicam inocentes ou o patrimônio público, deve-se atuar na defesa do bem e da ética. Em todo e qualquer caso, agir corretamente, mesmo em prejuízo dos próprios interesses imediatos. Uma vida honrada é o maior e mais corajoso testemunho que um homem pode dar de suas crenças. Pense nisso. Redação do Momento Espírita. | |||

Aconteceu num estádio. O público comparecera para assistir disputado jogo da temporada. Nada menos que vinte mil pessoas aguardavam. Uma menina, de apenas 13 anos, ganhara como prêmio, a honra de cantar o Hino Nacional do País, os Estados Unidos, na abertura do grande evento. De vestido longo, cabelo arrumado e um belo sorriso nos lábios, ela toma do microfone e inicia a execução. Afinadíssima, sua voz se projeta, emocionada, pelo imenso estádio. Então, o braço treme, ela engasga, esquece a letra. A câmara televisiva a mostra em close, os olhos marejados de lágrimas, aguardando ansiosamente alguém próximo que a ajude. Ela se vê absolutamente só. Treze anos. Uma menina. Sozinha, ali, no meio. O público ameaça uma vaia. E ninguém toma a iniciativa de ir até lá para ajudar. Todos ao seu redor a observam, parados. De repente, um homem se destaca e caminha ao seu encontro. É Mo Cheeks, técnico dos Portland Trail Blazers. Postando-se ao lado de Natalie Gilbert, a jovenzinha assustada, ele a abraça. Ela intenta esconder o rosto em seu peito. Mas o homem alto, encorpado, começa a cantar, incentivando-a a que faça o mesmo. Ela vacila, mas ele continua, entusiasmando-a. E, depois, com gestos, incentiva o povo a que cante junto. E, o público, compenetrado agora, percebendo a grande lição de solidariedade do técnico, canta. Logo mais, o estádio inteiro forma um único coro, emocionado e vibrante. E Natalie Gilbert conclui o Hino. Olha para o seu salvador e diz: "Muito obrigada". Um homem, um gesto fez a grande diferença. Aquela menina poderia sair dali traumatizada, acreditando-se a última das criaturas, por ter falhado em hora tão importante. Mas a alma solidária de Mo Cheeks não somente a auxiliou, tanto quanto deu uma lição a vinte mil espectadores. Uma lição de solidariedade. Uma lição da atitude de um verdadeiro líder, de quem se importa com o outro. Demonstrou que, quando alguém está em dificuldades, quem estiver mais próximo, tem o dever de ajudar. Ensinou a utilizar a empatia. Será que todas aquelas pessoas ali reunidas não pensaram, por um minuto sequer, que poderia ter acontecido com eles, se estivessem no lugar dela? Será que tantos pais e mães ali presentes não pensaram que poderia ser a sua filha a ter aquele esquecimento? Naquele dia, Natalie Gilbert realizou o que se propôs. E Mo Cheeks demonstrou a diferença que faz um ser humano no Mundo. * * *************************************************** Todos nós, onde quer que nos encontremos, podemos e devemos fazer a diferença. Quando todos observam alguém que perde o equilíbrio, ou tropeça e cai, podemos ser aquele que estende os braços para amparar. Ante alguém que derruba pacotes em plena rua, podemos ser a mão que auxilia. Oferecer-se para trocar um pneu, providenciar algumas compras, atender uma criança por alguns momentos. Quem de nós, onde esteja, não pode fazer algo simples, mas muito especial? Algo que expresse que o ser humano é um ser de extraordinário potencial de amor, que é acionado ao mais discreto movimento da necessidade alheia. Pense nisso e, seja você, onde estiver, a criatura especial que faz a grande diferença no Mundo. Um exemplo para imitar. Um líder para seguir. Redação do Momento Espírita, com base em fato real. | |||
